🎙️ Entrevista Exclusiva: Projeto Rádio Escola Bate um Papo Sobre a Visita à Ilha do Campeche!

A Professora Adriana Maia e dois estudantes compartilham as experiências e aprendizados da emocionante viagem.

O Projeto Rádio Escola, responsável pelo Blog Oficial da Escola, traz hoje uma entrevista exclusiva e empolgante! O estudante Carlos, membro ativo do projeto, conversou com a professora Adriana Maia e com dois alunos que participaram recentemente da inesquecível visita à Ilha do Campeche, em Florianópolis.

A entrevista, que você confere na íntegra logo abaixo, explorou os objetivos pedagógicos da viagem, as melhores descobertas no sítio arqueológico e as curiosidades da flora e fauna local.

Os participantes compartilharam como a visita contribuiu para o aprendizado sobre preservação ambiental e história local. A Professora Adriana destacou a importância de levar os alunos para conhecer de perto um patrimônio tão significativo.

Professora Adriana concede entrevista na Rádio Nova Geração. Foto: EBMBP, 2025.

🎙️ Em Campo: Professora Adriana e Alunos Exploram a Beleza e a História da Ilha do Campeche!

O Projeto Rádio Escola traz detalhes da recente saída de estudos que uniu História, Ciências e um apelo à preservação ambiental.

O Blog Oficial da Escola teve a honra de conversar com a Professora Adriana Maia logo após a emocionante saída de estudos para a Ilha do Campeche, em Florianópolis. A viagem, que aconteceu no dia 29, envolveu as turmas 62 e 63 em uma experiência pedagógica imersiva.

Essa aula viva fora da sala só foi possível graças a uma grande parceria de equipe, contando com a participação das professoras Adriana Maia, Stefanie (Artes), Viviane (Educação Física) e Mayra (Ciências). Juntas, elas garantiram que o projeto fosse um sucesso e que os alunos pudessem ter uma experiência completa e interdisciplinar.

O estudante Carlos, do Projeto Rádio Escola, conduziu a entrevista para explorar os bastidores da organização, os aprendizados conquistados no sítio arqueológico e os desafios logísticos enfrentados para garantir que os alunos pudessem ter essa aula viva fora da sala.

Confira a entrevista na íntegra:


Entrevista com a Professora Adriana Maia

Carlos: Oi, o meu nome é Carlos. Vou fazer umas perguntinhas para o Blog da Escola. São três perguntas.

Adriana: Certo.

Carlos: Professora Adriana, como foi a saída de estudo para a Ilha do Campeche?

Adriana: Ontem, dia 29, tivemos uma saída com a turma 62 e a metade da turma 63. Foi muito, muito produtiva. O tempo nos ajudou, estava um ar do Caribe, a água estava verdinha, não tinha onda. Os estudantes puderam fazer a trilha, puderam aproveitar o espaço da praia, tomaram banho, jogaram futebol e vôlei na areia e na praia. Foi muito legal. E este ano tivemos a participação da Escola do Mar, junto conosco, na figura da Professora Helen, porque antes fazíamos a travessia desde 2018 apenas com o IPHAN. Com essa nova parceria, a saída de estudos ficou mais produtiva.

Carlos: O que os alunos aprenderam com essa saída?

Adriana: Chegando lá, trabalhamos a travessia, mas o foco são os sítios arqueológicos. O sexto ano tem esse conteúdo dentro do currículo, envolvendo História, Geografia e Ciências. Trabalhamos também o patrimônio que temos ali. Descobrimos que a área será transformada em uma Unidade de Conservação (UC), o que trará leis novas para proteger o lugar. Vimos que é necessária, por parte dos órgãos públicos, uma diminuição de pessoas que vão até lá só a passeio. A Ilha do Campeche deveria ficar para saídas de estudos. Havia muitos barcos e pessoas, parecia alta temporada. Isso foi diferente dos outros anos, quando não tínhamos esse fluxo de visitantes. Os estudantes fizeram a trilha e pudemos ver as diferentes vegetações que encontramos no espaço: a restinga, a Mata Atlântica e os costões rochosos. Puderam ver na prática, não apenas estudar em sala de aula. E com a Professora Helen, que está iniciando o trabalho da Escola do Mar, pudemos trabalhar com os estudantes o que vemos da ilha para fora. Eles puderam relatar a sua perspectiva de dentro da ilha para a paisagem de Florianópolis. Foi bem proveitoso.

Carlos: É difícil organizar os alunos para essa saída de campo?

Adriana: No início é difícil, quando começamos a fazer o trabalho, pois temos a preocupação com a segurança de todos e com a presença de professores que fazem parte do projeto. Não saímos apenas a passeio; precisamos ter atividade realizada dentro da sala de aula e objetivos claros para que o estudante faça a relação com o que aprendeu. A principal dificuldade hoje é a mobilidade, a questão do transporte, que não temos nem por parte da Escola do Mar, nem por parte da Prefeitura.

Exemplo: Ontem, fizemos o deslocamento saindo em ônibus de linha, indo até o terminal e depois do terminal até a Armação. Isso nos levou uma hora ou uma hora e dez, tempo que poderíamos estar aproveitando no ambiente.

Contamos também com a responsabilidade das famílias de enviarem os termos de compromisso de volta, autorizando a saída dos estudantes. Na hora, sempre acontece de alguém esquecer o bilhete ou vir no dia errado. Isso causa um pequeno atraso no nosso horário. Mas, no final, deu tudo certo. Levamos 41 estudantes e fomos em quatro professores. Lá, saímos em três embarcações. Eu gosto de ficar sempre por último nos grupos, até que todo mundo esteja em terra, pois fico apreensiva. Depois que todos estão seguros em terra e chegamos na escola sem perder ninguém pelo caminho, ficamos muito felizes de ter tido mais um dia de saída de estudos maravilhoso. Conseguimos embarcar todos no mesmo ônibus, tanto na ida quanto na volta, o que ajudou na organização. No entanto, se tivéssemos ônibus direto da Prefeitura ou do Consórcio Fênix, o trajeto levaria em torno de 12 minutos. Essa questão do transporte dificulta o nosso trabalho na organização das saídas.

Carlos: Permite fazer mais uma pergunta?

Adriana: Claro.

Carlos: A senhora acha que a Prefeitura deveria fornecer mais transporte para as escolas?

Adriana: A Prefeitura deveria voltar a pensar na Educação Ambiental, até porque estamos na Década do Oceano e a nossa escola trabalha com essas questões. Somos muitas escolas de educação infantil na rede em que a parceria da Prefeitura é essencial para que o trabalho surta efeito e para que possamos fazer isso todos os anos. É muito difícil sair da escola e ficamos muito preocupados em garantir a segurança dos estudantes. O mínimo que a Prefeitura deveria oferecer para as escolas é o transporte gratuito para que possamos fazer nossas saídas do Sul ao Norte. Este ano, a Prefeitura não só negou os ônibus, como também deixou de fazer o transporte marítimo. Assim, a nossa escola, bem como outras que trabalham com projetos, deixaram de ir para Anhatomirim e Ratones. Deixamos de ir para o Norte da Ilha, onde temos atividades que podem ser feitas dentro das áreas de História, Geografia e Ciências, por falta de transporte. Isso deixa as escolas muito sensíveis em relação a trabalhar com a educação ambiental na ilha. Podemos trabalhar no entorno da escola, mas precisamos conhecer os outros ambientes da ilha para entender como funciona e para querer preservar. Para preservar, é preciso conhecer. Essa sensibilização a Prefeitura não está demonstrando este ano.

Carlos: Foi isso, muito obrigado.

Adriana: Obrigada, querido. Parabéns pelo trabalho.

Carlos: Muito obrigado, Adriana.


Visão dos Alunos

Mas o que os estudantes realmente sentiram e aprenderam em campo? Para descobrir a perspectiva dos participantes, o estudante Carlos conversou com Levi Nunes Alexandre e Eloísa Fernanda Luz Gonçalves, ambos da turma 53. Eles compartilharam o que mais chamou a atenção, desde a descoberta de artefatos históricos até a emoção de ver de perto o que antes era apenas teoria em sala de aula. Confira o bate-papo:

Carlos: Meu nome é Carlos, faço parte do projeto Rádio Nova Geração. Vou fazer duas perguntas para vocês. Qual é o seu nome?

Levi: Levi Nunes Alexandre.

Carlos: E o seu?

Eloísa: Eloísa Fernanda Luz Gonçalves.

Carlos: Vocês foram no passeio da Ilha do Campeche?

Levi e Eloísa: Sim.

Carlos: Os dois?

Levi e Eloísa: Sim.

Carlos: O que mais gostaram de fazer lá na Ilha do Campeche?

Levi: Foi muito legal que lá tinham as bacias líticas, e nós pudemos vê-las. Até vimos novas coisas. Enquanto estávamos tomando banho, encontramos uma bacia lítica que estava subenterrada dentro do mar. Vimos muitas outras coisas, inclusive a máscara.

Carlos: E você, Eloísa?

Eloísa: Eu gostei da trilha, pois vimos muitas coisas que estavam lá desde o tempo dos Sambaquis, as inscrições rupestres, e entramos em uma espécie de caverna para observar.

Carlos: Vocês fizeram mais que uma trilha?

Levi: Sim, fizemos. Fomos por uma trilha de ida e passamos por uma que se chama Divisão. Ela tem esse nome porque, quando chove, a água se divide para os dois lados. Havia três grupos, éramos o primeiro. Fomos por um caminho e voltamos por outro, permitindo que o outro grupo pudesse vir, pois o espaço era bem fechado.

Carlos: E você, Eloísa?

Eloísa: Foi isso que ele falou. Fomos por uma trilha e voltamos por outra. Voltamos também pelo outro lado de pedra e pela outra trilha que tinha mais objetos enterrados.

Carlos: Deu para aproveitar muito?

Levi: Sim, foi um dia super legal. Foram experiências novas poder ver uma bacia lítica, inscrições rupestres e muitas coisas. Pude ir na Ilha do Campeche, que eu nunca tinha visitado. É um lugar ótimo para conhecer.

Eloísa: Deu para aproveitar bastante. Tivemos tempo para brincar e também para conhecer todo o lugar. É um ponto turístico, mas também tem uma grande história por trás.

Carlos: Então foi isso. Essas eram as duas perguntas.


A entrevista reforça o sucesso pedagógico da saída de campo: os estudantes puderam conectar o currículo de História, Geografia e Ciências com a realidade de um patrimônio natural e arqueológico único.

No entanto, a fala da Professora Adriana lança luz sobre um desafio crucial: a mobilidade. A dificuldade em obter transporte gratuito impacta a capacidade da escola de expandir os projetos de educação ambiental para outras áreas da ilha, limitando o potencial de aprendizado dos alunos sobre seu próprio ecossistema.

O Projeto Rádio Escola e o Blog da Escola esperam que o relato da professora sensibilize a comunidade e os órgãos responsáveis sobre a importância de apoiar ativamente essas experiências enriquecedoras, que são fundamentais para formar cidadãos conscientes da necessidade de preservar para conhecer.

  • 📸 Confira nossa galeria de fotos e fique ligado nos próximos posts para acompanhar mais atividades!

  • Foto: Adriana Maia

    Foto: Adriana Maia

    Foto: Adriana Maia

    Foto: Adriana Maia

    Foto: Adriana Maia

    Foto: Adriana Maia

    Foto: Adriana Maia

    Foto: Adriana Maia



E você? Já visitou a Ilha do Campeche? Qual foi o seu maior aprendizado?

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